O meu Entrudo IV
Lazarim é uma pequena vila serrana, com pouco mais de 500 habitantes, pertencente ao concelho de Lamego. A vila tem um moderno Centro Interpretativo da Máscara Ibérica onde se investiga e divulga a máscara na sua vertente mais tradicional da celebração do Entrudo.
O Entrudo de Lazarim é conhecido essencialmente por ser um dos mais genuínos de Portugal e pelas suas máscaras. Aqui as máscaras são trabalhadas à mão e cada peça é única, cheia de originalidade e riquíssima em pormenores. Uma obra de arte!
Diz a tradição que as máscaras têm que ser esculpidas à mão por artistas locais, em troncos de amieiro. Existe todo um sortido de imagens fantásticas e misteriosas que vão de figuras de animais, reis, figuras mágicas ou demónios, quase sempre com grandes cornos.
No Entrudo de Lazarim, existe um desfile e um concurso de máscaras. Aqui, toda a gente, homem ou mulher, residente ou de fora, pode envergar uma máscara de madeira. A única exigência é que seja esculpida por um artista local. A máscara deve ser acompanhada por um fato condizente e quanto mais extravagante melhor.
Mas este Entrudo não se fica por aqui. Outro ponto alto da festa, na terça-feira de Carnaval, é a leitura do Testamento do Compadre e da Comadre – versos de escarnio e mal dizer trocados entre jovens solteiros (rapazes e raparigas) da vila e arredores. Eles e elas redigirem os Testamentos onde nos contam todos os defeitos dos seus conterrâneos do sexo oposto, por vezes recorrendo ao sarcasmo e ao palavrão.
No final realiza-se um desfile de Caretos e são queimados os bonecos do Compadre e da Comadre e, numa das praças da vila, há feijoada e caldo de farinha para os visitantes, tudo cozinhado em panelas de três pernas em ferro fundido.
Podes ler sobre este e outros carnavais no blog Linha de Terra
https://linhadeterrablog.wixsite.com/linhadeterra/post/o_carnaval
Fotos e artigo via Linha da Terra
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